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Por Raphaël Crone.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Devastação e Luzes Brilhantes
*
*
Preciso devastar-me, explodir as estruturas que me sustentam e reeguê-las,
Preciso apagar as minhas luzes.
Preciso de dinamite, de gás tóxico, de mortandade,
Para a partir daí reconstrui-me novo, como a primavera.
Preciso de amnésia, para que as lembranças possam depois brilhar.
Preciso de apatia, para que dela brote energia e vontade,
Preciso de revolta, para que da revolução nasça o armistício em mim,
Preciso de meus tratados de paz não assinados.
Quero o torpor, para que dele eu renasça lúcido,
Preciso da confusão, para que eu compreenda a sobriedade.
Preciso de retaliação, para que dela eu faça jorrar a caridade,
O egoísmo, para que dele eu arranque empatia,
Como os olhos que são arrancados em tortura vil.
Preciso de tempestades e enchentes, para que lavem os jardins murchos,
E para que o sol vindouro faça renascer as flores em mim.
Preciso de cacos quebrados, para que deles eu reconstrua meu corpo,
Preciso do temor da morte para que eu compreenda a vida,
Preciso de inanição, para que eu entenda como me fortalecer.
Sobretudo, preciso da solidão, para que aprecie a minha própria companhia,
E para que, assim, eu possa desencadear novas devastações e novos renascimentos em mim.
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Por Raphaël Crone.
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Preciso devastar-me, explodir as estruturas que me sustentam e reeguê-las,
Preciso apagar as minhas luzes.
Preciso de dinamite, de gás tóxico, de mortandade,
Para a partir daí reconstrui-me novo, como a primavera.
Preciso de amnésia, para que as lembranças possam depois brilhar.
Preciso de apatia, para que dela brote energia e vontade,
Preciso de revolta, para que da revolução nasça o armistício em mim,
Preciso de meus tratados de paz não assinados.
Quero o torpor, para que dele eu renasça lúcido,
Preciso da confusão, para que eu compreenda a sobriedade.
Preciso de retaliação, para que dela eu faça jorrar a caridade,
O egoísmo, para que dele eu arranque empatia,
Como os olhos que são arrancados em tortura vil.
Preciso de tempestades e enchentes, para que lavem os jardins murchos,
E para que o sol vindouro faça renascer as flores em mim.
Preciso de cacos quebrados, para que deles eu reconstrua meu corpo,
Preciso do temor da morte para que eu compreenda a vida,
Preciso de inanição, para que eu entenda como me fortalecer.
Sobretudo, preciso da solidão, para que aprecie a minha própria companhia,
E para que, assim, eu possa desencadear novas devastações e novos renascimentos em mim.
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Por Raphaël Crone.
Uma Mente Perigosa
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Infância perturbada, delírios fanático-religiosos,
Um homem mal formado sendo gerado na cabeça de um menino.
A pele intacta, cabelos e exteriores,
Porém mais adentro esgares de neurônios ineficazes e melancólicos,
Frêmitos imaginativos buscando a saciedade mórbida,
Mortal auto sublimação.
Adolescência perturbada, abusos e agressões fortuitas,
Gratuitas, aclamadas por uma mente perigosa.
Experimentações vorazes, psicopatias,
Desentranhamentos de emoções contidas,
Mas que emoções?
Sexualidade disfuncional e funesta, o prazer que existe na dor.
"Há um pouco de satisfação em um pouco de dor",
Dor auto inflingida e sobretudo inflingida aos outros,
Castrações e coações, a roda da imaginação onde o rato já morreu,
Onde o seu fantasma demoníaco a faz girar, através de soturnos movimentos fulgazes.
A busca pelo prazer desvirtuado, pelo mórbido contentamento,
A dor inflingida aos outros, o orgasmo disfuncional.
Crianças e adolescentes, desejos de um homem mal formado,
Suas juventudes, suas inocências, seu sangue e sua carne,
Rompidos, lacerados, conspurcados e violentados,
Famílias sem notícias.
Um homem mal formado que viajava e trabalhava como pintor de casas,
Que vagueava por vielas e becos, espreitando, maquinando violências mil.
Longe da graça, retaliações,
Panelas e fornos fumegantes, crianças dentro das panelas,
Coxas, nádegas, vísceras e fressuras,
Uma brilhante taça com tinto sangue, goles vampíricos,
O fim de alguém que tanto podia ter sido,
Agora entranhado às entranhas de um assassino.
Cartas e pistas, histórias de fomes na China,
Canibalismo e gosto em ser canibal. Um deslize, captura,
Julgamento e alucinações, mais mentiras.
No olhar, nenhum vislumbre de arrependimento, auto justificações.
Cadeira elétrica, fumaça e carne queimada, fim de uma existência abjeta,
Mais uma mente perigosa que adormeceu.
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Por Raphaël Crone.
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Infância perturbada, delírios fanático-religiosos,
Um homem mal formado sendo gerado na cabeça de um menino.
A pele intacta, cabelos e exteriores,
Porém mais adentro esgares de neurônios ineficazes e melancólicos,
Frêmitos imaginativos buscando a saciedade mórbida,
Mortal auto sublimação.
Adolescência perturbada, abusos e agressões fortuitas,
Gratuitas, aclamadas por uma mente perigosa.
Experimentações vorazes, psicopatias,
Desentranhamentos de emoções contidas,
Mas que emoções?
Sexualidade disfuncional e funesta, o prazer que existe na dor.
"Há um pouco de satisfação em um pouco de dor",
Dor auto inflingida e sobretudo inflingida aos outros,
Castrações e coações, a roda da imaginação onde o rato já morreu,
Onde o seu fantasma demoníaco a faz girar, através de soturnos movimentos fulgazes.
A busca pelo prazer desvirtuado, pelo mórbido contentamento,
A dor inflingida aos outros, o orgasmo disfuncional.
Crianças e adolescentes, desejos de um homem mal formado,
Suas juventudes, suas inocências, seu sangue e sua carne,
Rompidos, lacerados, conspurcados e violentados,
Famílias sem notícias.
Um homem mal formado que viajava e trabalhava como pintor de casas,
Que vagueava por vielas e becos, espreitando, maquinando violências mil.
Longe da graça, retaliações,
Panelas e fornos fumegantes, crianças dentro das panelas,
Coxas, nádegas, vísceras e fressuras,
Uma brilhante taça com tinto sangue, goles vampíricos,
O fim de alguém que tanto podia ter sido,
Agora entranhado às entranhas de um assassino.
Cartas e pistas, histórias de fomes na China,
Canibalismo e gosto em ser canibal. Um deslize, captura,
Julgamento e alucinações, mais mentiras.
No olhar, nenhum vislumbre de arrependimento, auto justificações.
Cadeira elétrica, fumaça e carne queimada, fim de uma existência abjeta,
Mais uma mente perigosa que adormeceu.
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Por Raphaël Crone.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Um Menino
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Ele passava do outro lado da calçada, distraído,
Pleno ocaso, 6 da tarde matando o sol,
Mas aquele momento foi luminoso como a aurora,
Um minuto de arrebatamentos e clichês romântico-sexuais.
Um minuto de deslumbramentos.
Ele passava ali, cabelos escuros, meio longos, voando ao sabor do vento,
Olhos escuros e matreiros, que fingiam a ninguém e a nada perceber.
Passava ali, menino da cidade, jovem imberbe,
Seguro da sua capacidade de encantar, pretensiosamente despretensioso,
Frivolidades,
E aquele rosto alvo e bem feito me pareceu a trombeta de uma salvação fulgaz, porém absoluta.
Corpo magro, esguio, alongado em comprimento e sabores,
Convidativo e insolente,
Temperamental.
Camisa aberta ao peito, bermuda jeans desbotada, all-star nos pés,
Uma pulseira e um pingente,
Urbanidades.
Aquela visão chegou a mim como um fogo abrasador,
Fazendo com que minhas veias e minha pele a reclamasse,
Como ópio, como heroína, como um filme noir,
Um produto tóxico e uma volúpia suprema;
Um desejo de possessão e entranhamento,
Obstinadamente sexual, como a noite que se espalha e se contrai contra as paredes do mundo,
Num movimento rítmico e sensual,
Fazendo florescer os vícios escuros, saturados por jovial tédio e perpétua insaciedade.
E aquele menino veio e se foi, como uma visão de rua,
Se dissipando como uma sombra, me deixando sem saber se ele era ele ou eu mesmo,
Que me enxergava num passado pálido,
Evocando um futuro de estarrecedora poesia, feita de pele, músculos e saliva,
Fluidos e fumaça e cigarros que caíam.
Hype. Underground pleasuresE um menino que se foi,
Assim como eu.
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Por Raphaël Crone
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Ele passava do outro lado da calçada, distraído,
Pleno ocaso, 6 da tarde matando o sol,
Mas aquele momento foi luminoso como a aurora,
Um minuto de arrebatamentos e clichês romântico-sexuais.
Um minuto de deslumbramentos.
Ele passava ali, cabelos escuros, meio longos, voando ao sabor do vento,
Olhos escuros e matreiros, que fingiam a ninguém e a nada perceber.
Passava ali, menino da cidade, jovem imberbe,
Seguro da sua capacidade de encantar, pretensiosamente despretensioso,
Frivolidades,
E aquele rosto alvo e bem feito me pareceu a trombeta de uma salvação fulgaz, porém absoluta.
Corpo magro, esguio, alongado em comprimento e sabores,
Convidativo e insolente,
Temperamental.
Camisa aberta ao peito, bermuda jeans desbotada, all-star nos pés,
Uma pulseira e um pingente,
Urbanidades.
Aquela visão chegou a mim como um fogo abrasador,
Fazendo com que minhas veias e minha pele a reclamasse,
Como ópio, como heroína, como um filme noir,
Um produto tóxico e uma volúpia suprema;
Um desejo de possessão e entranhamento,
Obstinadamente sexual, como a noite que se espalha e se contrai contra as paredes do mundo,
Num movimento rítmico e sensual,
Fazendo florescer os vícios escuros, saturados por jovial tédio e perpétua insaciedade.
E aquele menino veio e se foi, como uma visão de rua,
Se dissipando como uma sombra, me deixando sem saber se ele era ele ou eu mesmo,
Que me enxergava num passado pálido,
Evocando um futuro de estarrecedora poesia, feita de pele, músculos e saliva,
Fluidos e fumaça e cigarros que caíam.
Hype. Underground pleasuresE um menino que se foi,
Assim como eu.
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Por Raphaël Crone
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Paradoxos, Parte 21
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[ E eu estou tão triste/ Como um bom livro/ Eu não posso deixar este dia para trás,/ Uma espécie de conto de fadas/ Com você... ] * [ Tori Amos ]
Um dia na eternidade, onde os segundos se movem esquivos,
Como milênios inequívocos de regozijo:
É assim que eu me sinto quando estou contigo.
E, ao mesmo tempo, experimento eras fulgazes, efêmeras,
Marcadas por horas que passam depressa, como que correndo do tempo,
Regadas a tempestades de melancolia e expectativa.
Quando estou contigo, me movo rápido e ao mesmo tempo lentamente,
Espalho, me espalho entre os sons da sua risada que dobram como sinos solenes
E entre a lisura da sua pele e o teu aroma que me transporta.
Transfiguro-me em relógio e me acompanho, te acompanho,
Vendo o tempo que passa, e que se expande e se contrai à tua presença;
Uma presença que me arrebata e ainda assim, me mantém preso ao chão.
Serenatas. Voluptuosidades. Paradoxos sentimentais.
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Por Raphaël Crone
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[ E eu estou tão triste/ Como um bom livro/ Eu não posso deixar este dia para trás,/ Uma espécie de conto de fadas/ Com você... ] * [ Tori Amos ]
Um dia na eternidade, onde os segundos se movem esquivos,
Como milênios inequívocos de regozijo:
É assim que eu me sinto quando estou contigo.
E, ao mesmo tempo, experimento eras fulgazes, efêmeras,
Marcadas por horas que passam depressa, como que correndo do tempo,
Regadas a tempestades de melancolia e expectativa.
Quando estou contigo, me movo rápido e ao mesmo tempo lentamente,
Espalho, me espalho entre os sons da sua risada que dobram como sinos solenes
E entre a lisura da sua pele e o teu aroma que me transporta.
Transfiguro-me em relógio e me acompanho, te acompanho,
Vendo o tempo que passa, e que se expande e se contrai à tua presença;
Uma presença que me arrebata e ainda assim, me mantém preso ao chão.
Serenatas. Voluptuosidades. Paradoxos sentimentais.
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Por Raphaël Crone
domingo, 3 de julho de 2011
Citação: Inverno
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[ Frio,/ oh, você pode ser tão frio... ] * [ Nicole Scherzinger ]
[ A neve pode esperar, eu esqueci as minhas luvas,/ Limpo o meu nariz, ponho as minhas botas novas;/ Meu coração se aquece quando eu penso no inverno,/ Eu ponho as minhas mãos nas luvas do meu pai./ Eu fujo de onde a neve se torna profunda,/ Bela Adormecida me engana com um olhar,/ Eu ouço uma voz: "Você deve aprender a levantar-se sozinho,/ Porque eu não posso estar sempre por perto..."/ Ele diz: "Quando você vai se decidir?/ Quando você vai se amar mais do que amo?/ Quando voce vai se decidir?/ Porque as coisas vão mudar muito rápido,/ Todos os cavalos encantados continuam na cama..."/ Eu digo que eu sempre vou te querer por perto/ Você diz que as coisas mudam, meu querido.../ Meninos se descobrem enquanto o inverno derrete... ] * [ Tori Amos ]
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Por Raphaël Crone
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[ Frio,/ oh, você pode ser tão frio... ] * [ Nicole Scherzinger ]
[ A neve pode esperar, eu esqueci as minhas luvas,/ Limpo o meu nariz, ponho as minhas botas novas;/ Meu coração se aquece quando eu penso no inverno,/ Eu ponho as minhas mãos nas luvas do meu pai./ Eu fujo de onde a neve se torna profunda,/ Bela Adormecida me engana com um olhar,/ Eu ouço uma voz: "Você deve aprender a levantar-se sozinho,/ Porque eu não posso estar sempre por perto..."/ Ele diz: "Quando você vai se decidir?/ Quando você vai se amar mais do que amo?/ Quando voce vai se decidir?/ Porque as coisas vão mudar muito rápido,/ Todos os cavalos encantados continuam na cama..."/ Eu digo que eu sempre vou te querer por perto/ Você diz que as coisas mudam, meu querido.../ Meninos se descobrem enquanto o inverno derrete... ] * [ Tori Amos ]
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Por Raphaël Crone
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Citação,
Reinos Abissais.
Citação: Evidência
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[ Você tem olhos que me conduzem/ E um corpo que me mostra a morte,/ Seus lábios parece que foram feitos para algo mais,/ Mas eles apenas sugam a minha respiraçao./ Eu quero a sua dor para saborear o motivo pelo qual você está envergonhado;/ Eu sei que você não é apenas o que me diz ser,/ E que eu não sou o único momento do qual você foi feito.../ Você é tão súbito e doce, todas as suas pernas, juntas, joelhos,/ Cabeça fundida e limpa, sua boca é paga.../ Foda-me até sabermos que não é mais seguro/ E então passaremos por cima das evidências... ] * [ Marilyn Manson ]
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Por Raphaël Crone
[ Você tem olhos que me conduzem/ E um corpo que me mostra a morte,/ Seus lábios parece que foram feitos para algo mais,/ Mas eles apenas sugam a minha respiraçao./ Eu quero a sua dor para saborear o motivo pelo qual você está envergonhado;/ Eu sei que você não é apenas o que me diz ser,/ E que eu não sou o único momento do qual você foi feito.../ Você é tão súbito e doce, todas as suas pernas, juntas, joelhos,/ Cabeça fundida e limpa, sua boca é paga.../ Foda-me até sabermos que não é mais seguro/ E então passaremos por cima das evidências... ] * [ Marilyn Manson ]
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Por Raphaël Crone
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