sábado, 28 de março de 2015
Nuit Drame
Quand je ai vu la porte se refermer derrière vous, jusqu'à ce que je ai trouvé le mur d'encres différentes. Je me suis assis dans cette chaise jambe cassée, regardé l'obscurité par la fenêtre ouverte et se pencha. La première larme roula seul; la seconde hésité et est tombé, un peu comme une goutte de pluie, mais toujours silencieux. Une occultation de la vision, un peu de soupir résigné et, quand je me suis retrouvé, pleuré pour vous sur le plancher de la cuisine. Le bruit de la porte qui claque un écho dans mes oreilles, sinon engourdie; mes yeux brumeux ne avaient plus aucune raison de rester ouverts, portant leur laissait moitié fermé. Laminé sur le sol et me mettre dans une position fœtale, comme si pour nicher ma souffrance à côté de mon ventre et donc vous chanter une berceuse lamentable, comme ma mère l'habitude de faire avec moi. Combien de temps resté si, ne savent pas dire, mais de se lever, il me semblait que la main de l'horloge ne était même pas pris la peine de se déplacer. D'autre part, la science de son absence me consumait comme l'enfer qui a brûlé pendant une éternité, ou plus. Avec la poitrine brûlant, les doigts et les yeux engourdis épuisées, est allé à la fenêtre et regarda l'obscurité massive de la nuit froide: dramatique que je ai jamais été, l'impulsion était naturel. Gracieusement, malgré mon état, je me suis jeté dans le tourbillon du matin et de l'ombre aplatis défait le manque de vous ...
quinta-feira, 26 de março de 2015
Noir Désir
Je sens votre parfum dans les ombres de la nuit et le faible indice de leur présence me tire de mon rêve imberbe. Je me penche à travers les feuilles d'une mémoire entre les doigts, incapable de se endormir, consommée par la luxure pour son arôme. Dans le vide sombre de la nuit, je entends votre soupirs alcôve: sa voix résonne dans mes oreilles que son harmonica imprudente, comme violons aigus, aussi grave d'un tuba sourds. Un tourbillon de plaisirs me voler la paix de repos et je me retrouve, impuissante, qui souhaitent ses bras autour de moi. Parmi les lys de soie de mon lit je roule, agité, délire, désireux de le frisson de leurs chuchotements par mon oreille. Un mélange de joie et d'angoisse me défaire poèmes lubriques et mélancoliques: physique, charnel, insatisfait. Enfin, quand l'aube embrasse les fenêtres de ma fenêtre, à travers les volets mi-clos, je souris - un sourire silencieux et indolent - et me rendors. Encore une fois, je rêve de toi, désireux de notre brève rencontre de hasard où me serai satisfait sur les gouttes de sa sueur, sur l'acidité de votre salive et sur leurs yeux fixés sur le feu. Nous deux nous consommons dans le désir lubrique ensemble alors...
sexta-feira, 20 de março de 2015
Barro
Você está entranhado em minhas narinas:
Um perfume que eu pensava fugaz e que não me abandona mais.
Sob minhas unhas sinto a terra de sua carne:
Carbono, fauna, o glorioso pó que forma as suas formas esguias.
No fundo dos meus olhos, a persistência da sua memória,
Que mesmo quando penso se desvanecer, permanece qual espectro claudicante.
Coze-me à sua pele, faz de mim uma extensão de seu sorriso,
Liquefaça-me em seu suor e abrase-me com o toque dos seus dedos.
Eu me desfaço em volúpias no escuro de suas íris marrons,
Eu me reconstruo em saudades e em suspiros cinzentos.
Sou eu, aparas de unhas e fios de barbas pela casa,
Sou eu, insondável negror da madrugada quando você se vai.
Dê-me o remédio que eu preciso, devagar,
Dê-me o perigo, dê-me a insurgência, dê-me a rebelião dos sentidos.
Traga-me para o vórtice de vida que é a sua juventude,
Despedace-me e reconstrua-me, de acordo com seu bel-prazer e boemia.
Quando estou em seus braços, eu sou qual barro molhado:
Disforme e deliberadamente pronto a me quebrar em suas mãos...
domingo, 3 de agosto de 2014
Acordes na Noite
Fumava sentado no parapeito da janela,
Terceiro andar, ruas escuras, ao longe um trânsito sonolento.
Por entre as árvores mais a frente um lamento
Em forma de dedilhado violão choroso.
Uma melodia triste e desesperançosa, lúgubre como a fumaça do meu cigarro.
Mortiça, quase palpável, como que cantando saudades do lar.
Quem era o bardo não via. Por entre as árvores os acordes cresciam e diminuíam,
O que ouvi foi o grave da voz do cantor.
Eventualmente, ele parava e as cigarras tomavam para si a responsabilidade de encher de sons a minha noite,
Para, pouco depois, o lamento recomeçar.
Encostei-me ao gradil da janela escancarada, cigarro entre os dedos,
Fumaça fedorenta que me envolvia, qual o negror da noite ao meu redor.
Pouco a pouco passei a ouvir passos abafados pelo cantarolar
E a voz foi crescendo em intensidade, mais limpa, mais triste e mais profunda.
Em meu íntimo comparei tal canção às lágrimas de uma Virgem de mármore:
Secas e empoeiradas pelo passar dos entardeceres.
Fixei meu olhar onde o bosque terminava, cinzas caindo por entre meus dedos silentes,
Um violão veio ao meu encontro em forma de suspiro e eu, por minha vez, suspirei.
O homem que cantava finalmente mostrou-se à luz e eu percebi que era um velho andrajoso.
Sua forma esguia e desgrenhada materializou-se sob a luz pálida do poste logo fora dos contornos do bosque:
Barbas sujas e crescidas, um cantil pendurado rente à cintura, um embornal e sandálias surradas nos pés.
Tudo, inclusive sua canção, teriam me causado pena, se não fosse pelos seus olhos:
Fixos em mim, no parapeito do terceiro andar, faiscantes e misteriosos.
Naqueles olhos imemoriais pareci ter visto outras eras, outros aromas e outros deuses sepultados.
Por um instante vi a luz daqueles olhos cansados debruçarem raios sobre toda a noite escura e vazia.
Tudo não durou mais que alguns segundos; como um arrebatamento que termina percebi que o velho já estava descendo a rua, cantando aquela mesma canção grave e monótona.
Fitei suas costas por mais um momento, lancei os restos do cigarro da sacada e fechei a janela.
Deitei-me para adormecer, embalado pela imaterial voz de uma memória imortal.
domingo, 30 de março de 2014
Paixão
Estendo minhas mãos para te dar o vento que entra pelas minhas narinas,
Recolho-o, qual relíquia, e aprisiono-o entre meus dedos,
Pronto para depositá-lo em tuas mãos, doravante proprietária da minha fulgaz existência.
Meto a mão cá dentro do meu peito roto e de lá retiro:
Massa rubra e disforme, cujo sangue me escorre em filetes por entre a alvura das mangas:
A luz e a escuridão que carrego entrego em tuas mãos também: um coração palpitante.
Abro-me de cima abaixo e assim me eviscero,
Faço-me livro aberto, assim sendo teu de dentro para fora, para que cá dentro habites;
Para que comigo conheças o significado daquela palavra lendária e obscura: eis-la, a paixão!
Em Frente ao Espelho
Eu me derramo por entre as minhas frestas:
Quando contemplo o velho espelho de cobre, me derreto desde o meu interior.
Desfaço-me em fios de cabelos castanhos, em longos dedos incandescentes,
Dedilho-me, qual bandolim ao som da noite: ruídos lânguidos do efervescer.
Sou pele liquefeita, sob baço palor da madrugada,
Sou qual o âmbar luzidio que se derrete e cristaliza,
Quando me contemplo diante do espelho das fantasias ardentes:
Sobre rendas me desvaneço e me aninho, qual saudade acariciada.
Desfaço-me em vaidades, diante da minha figura no espelho,
Ora me incho, ora me derreto, torno-me em líquido perolado
E me recolho, para assim contemplar-me por toda a noite:
A capital e insolente vaidade que a juventude ensinou-me a cortejar...
Medusa
Escrevo no escuro, com o luar por pálida lamparina,
Infiltrando-se por entre as cortinas semicerradas,
Um fantasma que passeia pelo céu.
O sebo das velas já se derreteu por sobre os castiçais
E o ruído melancólico da velha radiola chia e geme em um canto, ressentido.
Escrevo sob o véu da noite, tentando me desfazer da memória de você:
Medusa, que um dia transformou meu coração, ora palpitante, em pedra morta.
Donzela dos lábios rubros e das formas esguias,
Dos longos cabelos loiros e dos olhos lascivos;
Donzela a quem dediquei até o último acorde da minha guitarra.
Pérfida mulher amarga, que me deixou quando alta a noite ressonava.
Medusa, mulher de fábulas e lampejos.
Medusa - e nada mais.
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